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sábado, outubro 31, 2009

Por que o Google não sai do ar?

Por Beatriz Portella Smaal
Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2009
Apesar da quantidade de acessos, o Google não sai do ar. Entenda a razão da estabilidade do maior site de buscas do mundo.

A marca Google é estimada em aproximadamente 100 bilhões de dólares (mais do que valem a Microsoft, a Apple ou a Coca-Cola), ou seja, é considerado o “nome” mais valioso do mundo.

Esta informação é ainda mais interessante se levarmos em conta a quantidade de dados processados todos os dias pelo site – o Google domina 6% de todo o tráfego da internet, segundo pesquisa da Arbor Networks.

Que o Google é a maior ferramenta de buscas do mundo todo mundo já sabe. A empresa de Larry Page e Sergey Brin continua navegando de vento em popa desde 1998. Porém, você sabe o que faz o buscador ser tão estável, uma vez que conta com uma enormidade de acessos diários?

Uma marca de sucesso

Números do Google

Em 2008 o blog oficial do Google comemorou a chegada a um trilhão (isso mesmo!) de URLs na internet de uma só vez. Este número corresponde a páginas únicas, ou seja, às páginas de um site e não aos links que surgem conforme você navega dentro de um mesmo site.

Estima-se que o buscador processe duas bilhões de pesquisas por dia. Isso quer dizer que, além de indexar as URLs para o acesso, o Google precisa lidar com cada acesso e pesquisa feita em uma busca.

Some a isso o a quantidade de sites adquiridos pelo Googlecomplex – Youtube, Gmail e o próprio Orkut também pertencem ao complexo de Page e Brin – e você terá um problema em mãos: administrar uma “enxurrada” de informação.

Sucesso com dados

Porém, o Google administra com maestria. O Sistema de arquivos do Google (GFS ou Google File System) funciona através de uma infraestrutura de Sistemas Distribuídos. O site de buscas precisa lidar com uma enormidade de informações todos os dias, sendo elas dados ou buscas, e organizar tudo isso de forma rápida e eficaz.

Os sites indexados são computados através de links entre páginas, motivo pelo qual a ferramenta é um sucesso. Seu processo de busca e indexação dos dados faz com que aquilo considerado mais relevante suba nas pesquisas, de forma que você ache o que procura rapidamente.

O Google possui basicamente um servidor principal, no qual as consultas são enviadas. Este servidor não possui dados internos de outros sites, mas sim informações sobre cada máquina interligada. Ele aponta com qual máquina você deve se conectar para que sua procura tenha resposta.

Um dos datacenters do Google nos Estados Unidos

O servidor principal também sabe quando um computador interligado para de funcionar e deve ser substituído por outra máquina do sistema. É tarefa dele também espalhar informações entre as diversas máquinas para, no caso de uma delas quebrar, os dados não sejam perdidos.

Esta é uma explicação simplificada do processamento de dados do Google, que possui outras ferramentas para indexar, mapear e acessar rapidamente estes dados. Mas não iremos nos aprofundar mais o assunto, que pende para um lado mais técnico.

O que é importante saber é que este esquema faz com que não haja sobrecarga no sistema e o processo seja otimizado, de forma a criar um site de buscas rápido, eficiente e que não perca dados do usuário ou das páginas indexadas.

Datacenters e servidores

Porém você pode se perguntar: onde são armazenados todos estes dados e pesquisas? É aí que entram os datacenters (ou centros de dados, se traduzirmos ao pé da letra) do Google. São eles que processam e armazenam as informações, fazendo a infraestrutura do complexo Google ser o que é.

De acordo com uma pesquisa do Royal Pingdom, conclui-se que o Google tenha 36 datacenters espalhados pelo mundo, sendo 19 nos Estados Unidos, 12 na Europa, 3 na Ásia, um na Rússia e um no Brasil – em São Paulo.

Datacenters Google espalhados pelo mundo

Para que um local seja escolhido como datacenter, o Google segue alguns critérios: energia elétrica barata, proximidade com rios e lagos (para o resfriamento dos sistemas); grandes áreas de terra que proporcionem privacidade e segurança; distância para outros centros de dados (para que a conexão seja rápida) e incentivos fiscais.

No caso do Brasil, sabe-se que os incentivos fiscais para empresas estrangeiras são extremamente atraentes. Além disso, as hidrelétricas proporcionam energia barata e somos privilegiados em termos de rios. Desta forma, somos o único país com um centro de dados do Google na América Latina.

Google na América Latina.

Com tantos datacenters, estima-se que o Google seja atualmente dono de 2% dos servidores do mundo: em 2006, aponta-se um total de 450 mil servidores pertencentes ao Google.

Porém o Google é extremamente silencioso em relação aos seus centros de dados e servidores. Ninguém sabe ao certo os números desta gigante da internet, pois eles não são divulgados.

Não só o Google

Apesar de ser o maior, o Google não está sozinho. A Microsoft tem uma quantidade expressiva de servidores, assim como a Apple, a Amazon e a Yahoo!, várias companhias estão investindo no conceito de computação em nuvens.

As estruturas destas grandes também oferecem uma tecnologia mais híbrida e flexível como a da cloud computing, que combina serviços locais para acesso rápido e os datacenters para os serviços remotos.

Servidor, a web e seu computador conectados

Com isso, o custo para o usuário final cai e a preocupação crescente em manter suas máquinas mais leves sem a instalação de inúmeras ferramentas muda. O usuário pode confiar em grandes serviços online para guardar as informações e passa mais tempo acessando propagandas, promoções e outras opções que trazem retorno financeiro à empresa.

Nem tudo são flores

Obviamente o Google não é infalível. Quem tentou acessar a ferramenta em janeiro deste ano teve um grande susto quando todos os sites eram considerados maliciosos, devido a um erro humano.

Outro episódio, este mais recente foi a morte de Michael Jackson. A procura foi tão intensa pelo nome do cantor que o sistema do Google reconheceu o fato como um “ataque cibernético”, o que gerou uma mensagem de possível vírus na rede (um procedimento normal de segurança). Após 50 minutos tudo foi normalizado pelos operadores, que reorganizaram o sistema.

Instalações norte-americanas do Google

Nessas duas falhas, porém, não houve pane no sistema do Google, falta de banda ou limite de acessos. Os erros podem ser considerados “normais” no sentido de que não fizeram o site sair do ar em nenhum momento, mas sim apresentar mensagens de vírus ou sites maliciosos.

Toda a estrutura do Google até hoje funciona dentro dos conformes e o site está cada vez maior, comprando outras empresas e investindo para se tornar mais potente. A pergunta do título não é tão segredo assim: o Google não cai porque conta com uma estrutura de dar inveja a muita gente, parcerias de sucesso e dinheiro para investir ainda mais.

Como funciona o widescreen?

Por Wikerson Landim
Sexta-Feira, 30 de Outubro de 2009
Saiba como surgiu este formato e por que ele é o preferido da indústria e deve substituir por completo o formato fullscreen dos aparelhos de TV.

Se você der um passeio por algumas lojas de eletroeletrônicos no shopping ou mesmo navegar em alguns sites do ramo na Internet e pesquisar pelos aparelhos de televisão mais recentes lançados no mercado, certamente irá reparar em uma coisa: praticamente todos os novos modelos têm formato de tela widescreen.

E o formato fullscreen, como fica? Será que nunca mais teremos aquela sensação de tela cheia ao assistir um filme ou o formato widescreen é realmente melhor? O Portal Baixaki explica pra você as diferenças entre eles e coloca na mesa todas as respostas para você ficar tranqüilo e desfrutar da melhor imagem possível para sua diversão.

Um pouco de história

O formato widescreen há poucos anos começou a chegar com força nos aparelhos de TV e monitores de computador. No entanto, sua origem remete aos Estados Unidos da década de 50 e teve como estopim o sucesso da televisão nos lares americanos.

Até então, em se tratando de imagens o cinema reinava absoluto no gosto popular. As telas eram mais estreitas, diferente das que vemos nos dias de hoje, mas como poucos ainda conheciam a televisão, um visual daquele tamanho era o máximo e, graças a isso, o cinema se tornou referência em se tratando de imagem.

No detalhe o formato fullscreen. Repare em quanto da imagem original é perdido.

No entanto, com cada vez mais pessoas adquirindo televisores, muitas passaram a trocar a sala escura do cinema pelo conforto do lar. Era hora do cinema apresentar alguma novidade ou aos poucos começaria a perder seu espaço e ser substituído pelo entretenimento caseiro.

A inovação veio no ano de 1953 e atendia pelo nome de CinemaScope. Tratava-se de uma tela mais larga e com uma proporção maior em relação ao formato antigo. Por se assemelhar mais à visão humana o formato logo caiu no gosto popular por seu mais agradável e possibilitar a apresentação de um maior campo de visão em uma cena.

Uma questão de proporção

As telas do formato widescreen são criadas numa proporção de 16/9. Essa proporção representa o resultado de uma dizima periódica (1,777777...). O que isso significa: para cada 1,7 unidade de largura deve haver uma unidade de altura.

O formato difere do tradicional fullscreen, que tem proporção de 4/3 (tendo como resultado a dízima periódica 1,33333...). Em outras palavras, para cada 1,3 unidade de largura deve haver uma unidade de altura.

Telas em widescreen são o futuro.

Por ser um formato mais próximo ao olho humano, a sensação que temos ao ver uma imagem captada e exibida em widescreen é de que temos uma visão panorâmica da cena ou sequência em questão. Por ser mais próxima à nossa forma de enxergar o mundo é natural que tenhamos uma sensação mais agradável ao olhar para uma imagem neste formato.

Com o avanço tecnológico e a busca incessante por apresentar melhor qualidade de imagem e som, aproximar o formato dos aparelhos ao formato do campo de visão coberto pelo olho humano é apenas mais uma maneira de conferir mais realismo à experiência do espectador.

Adaptando imagens

Embora o formato widescreen seja claramente mais agradável para o tipo de visão do ser humano, ainda assim muitas pessoas preferem assistir imagens em sua televisão no formato fullscreen. O fato é que por ter a obrigação de se manter fiel à proporção, nem sempre é possível adaptar a imagem ao formato da tela de modo que não haja nenhum tipo de perda na largura ou na altura.

A solução encontrada foi ajustar a imagem à tela. O resultado disso são aquelas bordas pretas que você acima ou abaixo da imagem. Embora possa parecer incômoda esta é a melhor maneira de garantir que não estará sendo cortado nenhum pedaço da imagem em questão.

Quando a tela é adaptada para o formato fullscreen o que acontece é um corte abrupto na imagem, em geral nas suas laterais. O resultado disso é que a “tela cheia” que você, na verdade, funciona como uma espécie de zoom na parte central da imagem. E o pior de tudo: você está deixando de ver pedaços da imagem que poderiam ser fundamentais para a compreensão de uma sequência.

A visão do futuro

Não há dúvidas que o formato widescreen veio para ficar e a tendência é que no futuro o formato fullscreen se resuma apenas a aparelhos de pequeno porte. Se por um lado a visão humana, obviamente, nunca mudou, por outro lado nos tempos antigos não havia tanto sentido apresentar imagens em um formato mais largo com tantas outras coisas em jogo.

Foi preciso primeiro que ocorresse uma evolução nos aspectos de qualidade de áudio e imagem para que essas mudanças realmente valessem o investimento. Assim, com a chegada do DVD, assistimos a popularização cada vez maior de aparelhos de TV no formato widescreen.

Quando chegou a vez dos computadores, que passaram a suportar com mais facilidade vídeos e se tornaram verdadeiras centrais de entretenimento, foi a vez dos velhos monitores CRT darem lugar a novos e modernos monitores de LCD, também adotando o mesmo formato widescreen.

Qual a sua preferência: wide ou full?

Da mesma forma, tecnologias que hoje começam a se destacar, como os filmes exibidos em salas com projeção em 3D e mesmo o IMAX só são possíveis graças ao formato widescreen. Até mesmo o iPhone, de pequeno porte e com sua visão lateral adotou o formato para exibir alguns jogos e vídeos.

Por ser um fenômeno mais recente nos computadores, o impacto do formato widescreen na web é pequeno. Repare que são poucos os sites que exploram a navegação horizontal, ou seja, utilizando barra de rolagem da esquerda para a direita. A maioria deles ainda preza pelo padrão vertical, de cima para baixo.

Embora nesse campo não exista nenhuma tendência de tornar o formato um padrão na navegação, algumas correntes de designers defendem a idéia que as próximas inovações em termos visuais da Internet virão de sites e serviços que explorem esse formato.

Conclusão
Gostando ou não do formato, o fato é que o widescreen veio para ficar. A consequência disso será o número cada vez menor de produções disponibilizadas no formato fullscreen, cabendo aos próprios usuários que preferirem o formato antigo adaptar a imagem horizontal por meio do aparelho de DVD ou Blu-ray. No entanto, vale ressaltar novamente: sempre que você fizer isso estará cortando um pedaço da sua imagem.

E você usuário do Portal do Baixaki? Qual dos formatos você prefere? Você costuma adaptar DVDs ou Blu-rays em formato widescreen para assisti-los em tela cheia na sua televisão? Participe deixando a sua opinião sobre o tema.

Por que o Playstation 3 se deu tão bem na luta contra a pirataria?

A pirataria de softwares e até mesmo hardwares de video games não é algo muito novo, remetendo à época dos consoles 8 bits, especialmente o Nintendo, que dominava o mercado com seus jogos revolucionários. Desde aquela época já era possível encontrar cópias falsificadas de jogos pra o console, porém a tecnologia empregada serviu como um grande obstáculo para a pirataria: como todos os jogos utilizavam cartuchos como mídia, o custo de produção de uma versão falsificada ficava muito próximo do original. Desta forma, compensava para o consumidor pagar um pouco mais para obter o produto original com manual e caixa do que poupar alguns trocados comprando o pirata.

Nestes tempos um cenário interessante acontecia no Brasil: ao contrário de hoje em dia, em que o reino da pirataria acontece principalmente no mercado de softwares, a parte mais pirateada era justamente a mais cara, o hardware. Com a falta de suporte oficial da Nintendo no Brasil durante a geração 8 bits, era comum surgirem diversos clones do console da fabricante japonesa com os mais diferentes nomes.

Quem é um pouco mais velho deve lembrar pérolas como o TurboGame e as incontáveis versões do Dynavision, todos eles versões abrasileiradas do NES. Até hoje é possível encontrar companhias que continuam explorando o console de 8 bits de maneira ilegal, seja através de controles que possuem dezenas de jogos na memória até reproduções de consoles mais recentes que constituem a famosa linha Polystation.

Como o CD ROM contribuiu para o aumento da pirataria

Uma das tecnologias responsáveis por revolucionar o nível de qualidade encontrado nos video games também é culpada por proporcionar um grande aumento no nível da pirataria de software. A inclusão de unidades de CD ROM em consoles caseiros foi uma verdadeira revolução tanto no que diz respeito ao espaço de armazenamento disponível (um cartucho comportava no máximo 256 MB de memória. Um CD ROM comum comporta facilmente 700 MB, mais do que o dobro), quanto no que diz respeito ao custo de produção de jogos e mídia.

Cartuchos eram mídias que utilizavam materiais caros, além da produção estar concentrada nas mãos de poucas empresas. Já com os CDs, a história é completamente diferente: unidades de gravação eram baratas o bastante para que o consumidor comum pudesse instalá-la em sua própria casa. Isso sem contar com o preço das mídias de gravação, acessíveis para o bolso da maioria das pessoas.

Justamente na época da popularização do CD ROM como mídia para a gravação de jogos que houve uma grande explosão da pirataria, especialmente em terras brasileiras. Historicamente, todo software lançado no Brasil costuma chegar de forma atrasada se comparada à data de lançamento em outros países mais desenvolvidos, além de possuir um preço até três vezes maior do que o original. Contando com a falta de representação oficial da Sony, companhia que estava tomando a liderança do mercado naquele momento, o cenário era extremamente favorável para o domínio dos softwares falsificados.

Foi durante o domínio do primeiro Playstation que se tornou comum observar a venda de títulos em camelôs por preços muito menores do que as versões originais. Como o processo de destravar o console não era nada complicado, o cenário que dominava era o de jogadores que comprovam o videogame com o único objetivo de destravá-lo e rodar cópias piratas de software.

Já nesta época houve diversas tentativas de barrar a distribuição de jogos piratas, através de jogos que possuíam mecanismos que detectavam a presença de chips de destravamento e se recusavam a rodar. Até mesmo mudanças da arquitetura interna dos aparelhos foram realizadas como forma de tentar impedir a instalação de hardwares que possibilitassem a reprodução de CDs que não fossem originais.

A tentativa da Sega para combater a pirataria

Dreamcast, último console da SegaEmbora o Playstation fosse o principal alvo dos pirateiros, não demorou para outros consoles apresentarem a possibilidade de rodar facilmente jogos piratas. Enquanto a Nintendo ainda estava relativamente tranquila a esse respeito, por ainda utilizar consoles baseados em cartuchos, concorrentes como a Sega também sofriam o efeito da popularização de CDs.

O Dreamcast, console mais poderoso em sua época de lançamento, chegou a decretar o fim da pirataria pela utilização de uma mídia em CD própria da Sega, o GD. Dois motivos levaram a companhia a acreditar nesta possibilidade: por ser uma mídia proprietária, nenhuma outra empresa tinha a capacidade de fabricar GDs - além de não haver nenhuma espécie de gravador do tipo disponível no mercado. O outro motivo era relativo ao tamanho dos jogos: enquanto jogos para CDs normais comportavam no máximo 700 MB, os GDs podiam carregar até 1 GB de dados, tornando a conversão de jogos algo aparentemente impossível.

O final da história, como todos devem saber, infelizmente não foi muito favorável para a Sega. O console se tornou um dos mais pirateados da história, principalmente devido à descoberta de falhas em seu sistema de iniciação, que permitiam rodar jogos falsificados sem precisar instalar nenhuma espécie de chip de modificação. Isso se deve à opção da companhia em utilizar uma versão otimizada do Windows CE para ativar o boot do sistema: como já era um sistema operacional bastante conhecido, não foi nenhum trabalho para os grupos piratas desenvolver um método de pular a checagem de segurança feita pelo video game.

Desta forma, rodar jogos piratas no Dreamcast era algo muito fácil. Bastava iniciar o console com um disco capaz de passar o processo de boot de segurança do sistema e em seguida trocá-lo pelo disco contendo o jogo pirata. O tamanho dos GDs também não foi um obstáculo, já que a maioria dos jogos do sistema não ocupava mais do que 700 MB, isso sem contar as diversas técnicas de compressão utilizadas pelos piratas para fazer jogos mais pesados rodar em simples CDs.

A pirataria acompanha a era dos jogos em DVD

GamecubeCom a capacidade de processamento cada vez maior disponibilizada pelos consoles que eram anunciados no mercado, foi preciso mudar de mídia para realmente aproveitar o potencial dos novos produtos. Tanto a Sony quanto a Microsoft apostaram em DVDs como nova mídia de gravação, devido à grande capacidade de armazenar dados se comparada aos CDs. Embora novos métodos de travamento e sistemas de segurança tenham sido implementados para garantir que somente jogos originais fossem capazes de rodar, não demorou muito para que a pirataria chegasse ao Playstation 2 e ao Xbox.

Mais uma vez foram observadas diversas tentativas das fabricantes em barrar a utilização de conteúdo pirata em seus consoles, algumas chegando a conquistar um relativo sucesso. Muitos jogos em suas versões pirateadas apresentavam menos conteúdo do que os originais, devido à utilização de mídias especiais em dupla camada pelos fabricantes. Mesmo assim, a maioria das pessoas não se importou com este problema, pois o preço dos jogos piratas ainda era muito mais atraente se comparado ao do software original.

A companhia que se deu melhor em relação aos softwares piratas foi a Nintendo, mais uma vez devido à escolha de mídia utilizada no Gamecube. Os mini-DVDs utilizados pela companhia não eram tão populares quanto os DVDs convencionais, além de precisarem de um método de gravação próprio para rodarem corretamente. Embora esforços em rodar jogos piratas no console tenham sido bem sucedidos, os títulos falsificados nunca chegaram a ter a mesma forma alcançada nos consoles concorrentes.

Novas formas de combater a pirataria

Com o anúncio do lançamento do XBox 360, Wii e Playstation 3 logo começaram as apostas de quando surgiriam as primeiras formas de rodar softwares piratas nestes consoles. As fabricantes, cientes destes problemas, começaram a analisar as ações que realizaram no passado como forma de tentar descobrir um método que realmente fosse capaz de barrar jogos pirateados.

Um dos fatores que ajudou a barrar a pirataria em um primeiro momento são as funcionalidades online disponíveis em todos os consoles. Além de contar com travas no próprio hardware, que têm o objetivo de detectar tentativas de utilizar software falsificado, o próprio firmware do console é responsável por checar se o usuário está utilizando jogos piratas ou não.

Como os consoles estão conectados todo o tempo à internet, é possível lançar uma série de atualizações responsáveis por corrigir erros de segurança, deixando-os com uma blindagem reforçada contra a ação dos piratas. A ameaça constante de perder a possibilidade de jogar contra amigos caso o aparelho detecte que você não está utilizando um jogo original. também é uma proteção. XBox Live, Playstation Network e a rede online do Wii bloqueiam de maneira definitiva o acesso de qualquer console em que foi detectada a presença de software pirata.

Mesmo com todos estes obstáculos, a pirataria deu um jeito de chegar tanto ao Wii quanto o XBox 360, permitindo manter funcionalidades online mesmo utilizando jogos que não são originais. Porém, por mais tentativas que os piratas tenham feito, até o momento a proteção do Playstation 3 se mantém forte, três anos após seu lançamento. Embora algumas tentativas tenham conseguido passar por certas proteções, nenhum grupo foi capaz de rodar com perfeição um software falsificado no console.

Por que o Playstation 3 é tão forte contra a pirataria?

Não é somente um motivo em específico que torna o video game da Sony tão forte contra a pirataria, mas sim uma combinação de fatores resultantes da observação das falhas que permitiram a disseminação da pirataria no Playstation, Playstation 2 e PSP. Fatores como o hardware utilizado e a forma como o software é atualizado tornaram o Playstation 3 um verdadeiro desafio para hackers. Abaixo listamos algumas das razões porque a Sony conquistou tantas vitórias contra a pirataria nesta geração.

1) Opção pelo Blu-ray como mídia

Por mais que tenha sido considerada uma decisão arriscada em um primeiro momento, optar pela utilização do Blu-ray como mídia de reprodução foi uma jogada que garantiu segurança contra a pirataria. Mesmo com o crescimento do tamanho dos discos rígidos disponíveis no mercado, dificilmente alguém vai se dispor a baixar cerca de 25 GB para obter um jogo. Isso sem contar os jogos em camada dupla, capazes de possuir até 50 GB de conteúdo. Na realidade brasileira, isso pode significar algumas semanas de download, além de romper facilmente com o limite de banda imposto pelas provedoras de acesso nacionais.

O próprio custo do Blu-Ray é outro grande obstáculo para a difusão de jogos piratas. Um disco virgem custa em média 35 reais, valor proibitivo para a maioria das pessoas. Mesmo com fabricantes nacionais como a Microservice anunciando a produção dos discos em território nacional, ainda vai demorar para que a mídia seja tão atraente financeiramente quanto CDs ou DVDs. Isso sem contar o valor dos gravadores, que custam uma média de $400, superior ao pago nos consoles.

2) Preço de lançamento do PS3

O preço de lançamento inicial do Playstation 3, embora tenha sido criticado com toda a razão como abusivo, também contribui para a queda da pirataria. Em forums online é comum encontrar relatos de usuários que dizem que mesmo que um modchip estivesse disponível para o console, dificilmente iriam se arriscar a perder a garantia do aparelho. Afinal, não é todo mundo que pode se dar ao luxo de jogar no lixo os 600 dólares pagos pelo PS3 no seu dia de lançamento.

3) Jogos com região livre

Pode até parecer mentira, mas um dos principais motivos que levou vários donos das duas primeiras versões do Playstation a desbloqueá-los foi a possibilidade de rodar jogos restritos a outros mercados. Muitos jogadores hardcore instalaram modchips em seus consoles para jogar títulos que só saíram no Japão. Com a queda das restrições por região, fica muito mais fácil importar títulos estrangeiros sem precisar modificar em nada o aparelho.

4) Atualizações que realmente trazem novidades

Ao contrário dos demais consoles, que dificilmente alteram alguma funcionalidade durante suas atualizações de software, várias versões do firmware do Playstation 3 possibilitaram que o jogador utilizasse novas funções. Entre as modificações disponíveis está a capacidade de rodar jogos do primeiro Playstation, além de melhorias de conectividade com dispositivos como câmeras USB e microfones que utilizam a tecnologia Bluetooth.

O PSP ensinou duras lições sobre pirataria para a Sony

Isso tudo contando com as constates atualizações de segurança que vêm em cada uma das atualizações disponíveis, a utilização de softwares piratas com certeza iria significar a perda do acesso a todas as funções online e atualizações do video game. Ao levar-se em conta as diversas funções que o Playstation 3 ganhou ao longo do tempo, o uso do jogo original torna-se ainda mais vantajoso.

5) Complexidade do hardware

Sem dúvida este é o principal motivo pelo qual hackers ainda não foram capazes de desbloquear a proteção do PS3. Ao ligar o console, ocorrem quatro estágios diferentes responsáveis por checar a segurança do video game. Primeiro é verificado se o HD utilizado está no PS3 correto, e só então são liberados os arquivos necessários para iniciar o carregamento do sistema operacional do aparelho.

Em seguida é feita a leitura do DRM, garantindo a autenticidade do disco presente no drive leitor. Só depois de todos esses processos é que o console começa a carregar os arquivos dos jogos. Todas estas etapas contam com diversos arquivos de segurança que tornam muito complicada a ação de hackers e basta a falta de qualquer um destes componentes para que o Playstation 3 seja incapaz de iniciar corretamente.

Outro obstáculo são os sete processadores Cell utilizados pelo console: um deles é responsável somente por checar a segurança do aparelho e é acessível somente para funcionários Sony. Este Cell certifica que tudo no Playstation 3 realmente pertence ao aparelho, restringindo a troca de discos rígidos entre usuários e uso de cópias não autorizadas de jogos. Apesar de este processador ser capaz de se comunicar com outros, ele não é acessível por meios diversos do permitido como os demais, tornando-o muito seguro contra ataques externos.

Mesmo que esta proteção fosse quebrada, os hackers ainda teriam que lidar com o leitor de Blu-ray do console, desenvolvido para funcionar de maneira dedicada no Playstation 3. Cada disco é codificado utilizando uma chave 128-bit que o identifica, devendo ser lido de uma maneira específica para rodar. A segurança é tão grande que não há meios de fazer como no PSP, em que é possível trocar um disco por outro durante a leitura, abrindo a possibilidade de instalar modificações.

O Playstation 3 chegou para provar que, ao contrário da crença popular, é possível fazer um console de video games imune à pirataria. A Sony parece que realmente aprendeu com erros anteriores, utilizando uma série de mecanismos de proteção tão impressionantes quanto os jogos do PS3.

E você, o que acha sobre isso? Acredita que o Playstation 3 vai continuar impenetrável ou a pirataria também vai derrotar sua proteção? O Baixaki conta com sua opinião sobre o tema.


domingo, outubro 11, 2009

Kit Básico: os programas essenciais para o seu computador

Por Douglas Ciriaco
quarta-feira, 10 de junho de 2009
O Baixaki recomenda os programas essencias que não podem faltar no seu computador.

Baixaki se preocupa em garantir para seus usuários o melhor conteúdo da internet e com esse intuito o nosso site se modifica constantemente, sempre pensando no melhor aproveitamento por parte daqueles que nos fizeram o maior site de downloads e tecnologia do Brasil

A nossa seção Artigos, Dicas e Tutoriais inaugurada em 2008 é um sucesso e através dela muitos leitores obtém informações e dicas diversas acerca dos programas que estão no Baixaki e também de novidades do mundo da tecnologia.

Pensando mais uma vez em facilitar a vida informática de todos aqueles que frequentam o Baixaki, divulgamos agora um Kit Básico, com dicas de diversos programas, nos gêneros que julgamos essenciais para que todos possam aproveitar de maneira intensa e segura suas experiências em frente a um computador.

Para que seu computador comece a funcionar e você possa acessar a internet, alguns itens são imprescindíveis. Conheça-os agora:

INDISPENSÁVEIS

Programas para que seu sistema operacional esteja atualizado e seu PC pronto para rodar corretamente aplicativos e arquivos multimídia na internet.

ATUALIZAÇÕES

Windows XP Service Pack 3 – Terceiro pacote de atualizações, essenciais para o Windows XP, que corrige falhas e aperfeiçoa o sistema.
Windows Vista Service Pack 1 – O tão esperado pacote de atualizações para o Windows Vista chegou e está recheado de aprimoramentos!
Microsoft .NET Framework 1.1 – Instale o .NET Framework 1.1 e arquivos associados (em português).
Microsoft .NET Framework 2.0 – Instale a nova versão do .NET Framework (2.0) e arquivos associados (em português).
Microsoft .NET Framework 3.5 – A nova versão do .NET Framework (3.0), que promete ser o novo modelo de programação para Windows.


PLUGINS

Adobe Flash Player – A Adobe cria o Flash, designers o conteúdo e você se delicia com a versão 10 do plugin mais usado da web.
Microsoft Silverlight – Já é possível utilizar a tecnologia que promete deixar o Flash obsoleto. Baixe o plugin para o seu navegador!
Java Runtime – Programa necessário para executar aplicativos Java e acessar sites de alguns bancos.
Adobe Macromedia Shockwave Player – A nova versão de um dos plugins mais utilizados na web para rodar programas e jogos online já está disponível.
Adobe Reader – A última versão do leitor de PDF exibe filmes integrados aos documentos e agora está disponível em português.
K-Lite Mega Codec Pack – Tudo o que você precisa para reproduzir arquivos de áudio e vídeo.


DRIVERS

Para não ter problemas com os drives de suas placas de som e de vídeo, alguns programas podem ter grande utilidade. Encontre-os aqui.

DriverMax - Faz backup de todos os seus drivers para você reinstalá-los quando necessitar.
nVidia ForceWare Drivers - O Baixaki organizou os drivers para as placas de vídeo GeForce de todos os sistemas. É só escolher e baixar.
Realtek Drivers (rede) - Conjunto de drivers para placas de rede Realtek das séries RTL 8139, 810x, 8169 e 8110.
nVidia nForce - Conjunto de drivers de áudio para placas-mãe que utilizam chipsets nVIDIA nForce 1, 2, 3 e 4.

ATI Catalyst Display Driver - A AMD liberou os novos drivers para as placas de vídeo ATI e o Baixaki reuniu todos para facilitar sua vida! (XP e Vista)

Realtek Drivers (áudio) - Conjunto de drivers atualizados para placas de som Realtek AC´97. (XP e Vista)


NAVEGADORES E GERENCIADORES


Sem navegadores não há internet e para melhorar a qualidade dos seus downloads, você poderá usar alguns gerenciadores.

NAVEGADORES

Mozilla Firefox 3.0 – A primeira atualização de segurança da 3ª geração chegou para botar fogo na concorrência.
Internet Explorer 8 - O navegador mais usado do mundo fica melhor a cada nova versão, e a 8 veio para arrebentar!
Opera 10 - Confira a versão Beta do Opera 10, que já apresenta total funcionalidade com a Internet e seus recursos.

Compare os programas acima


GERENCIADORES

Flashget – Acelerador de downloads tão eficiente quanto o Download Accelerator e Go!Zilla.
Orbit Downloader - Aprovado pelo Baixaki! Baixe tudo o que desejar com esse pequeno software que acelera, e muito, os downloads.
Download Accelerator Plus - Downloads quase na velocidade da luz! Acelere até 400% seus downloads com este gerenciador gratuito.

Compare os programas acima

O futuro

Hoje em dia a
informática está praticamente presente em tudo que fazemos, os empregos querem pessoas capacitadas e que tenham conhecimento em informática.

O computador cada vez mais está sendo indispensável no cotidiano das pessoas. Quem não faz uso dele acaba estando em desvantagem. Podemos dizer hoje, que não ter o básico em informática é como viver na idade da pedra.

Tudo que vamos fazer, precisamos fazer torna-se mais fácil com o computador.
Atualmente, a informática já invade varias áreas. Imagine no futuro, tudo sendo feito através do computador. Essa realidade não está muito longe não. Desde já temos que nos adaptar a essa realidade, para que num futuro próximo, não soframos com isso.

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