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domingo, maio 24, 2009

Saiba o que são falhas de segurança 'dia zero' e como se proteger delas

Ataques desse tipo exploram falhas até então desconhecidas. Participe da coluna enviando suas dúvidas sobre segurança.

Altieres Rohr*Especial para o G1

Na semana passada, a Microsoft e a Adobe lançaram atualizações para o PowerPoint e para o Reader, respectivamente, para corrigir falhas de segurança “dia zero”. A coluna Segurança para o PC de hoje esclarece esse termo, e também explica por que você deve se preocupar com falhas desse tipo e o que fazer para evitar os ataques.

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.

>>>> O que são as falhas dia zero

Ampliar FotoFoto: Divulgação

Ataques dia zero exploram brechas até então desconhecidas (Foto: Divulgação)

Praticamente todos os softwares têm falhas de segurança – problemas de programação que dão à indivíduos mal-intencionados possibilidades antes inexistentes, como por exemplo infectar um PC por meio de um arquivo de música, foto, documento ou página web. Muitas dessas vulnerabilidades ainda não foram descobertas, e centenas são corrigidas todos os meses em versões novas e atualizações diversas.

Quando uma atualização é divulgada, um criminoso utiliza uma técnica chamada engenharia reversa para descobrir qual foi o erro corrigido. Ele faz isso para conseguir explorar o problema nos sistemas dos usuários que, por algum motivo, não instalaram a atualização.

Uma brecha dia zero, porém, é aquela que ficou sendo conhecida publicamente antes mesmo que o desenvolvedor do software (ou hardware) lançasse uma atualização para corrigi-la.

Pesquisadores de segurança éticos avisam as empresas antes de divulgarem qualquer informação a respeito de um problema de segurança. Assim, os detalhes que permitiriam que a brecha fosse explorada são apenas conhecidos pelo desenvolvedor, pelo menos até o dia em que a atualização for publicada.

No entanto, criminosos não têm interesse em melhorar a segurança dos programas, mas apenas explorar os erros que existem. Por isso, em vez de avisar a empresa ou indivíduo responsável, eles irão tentar usar a falha para ganho próprio. Assim, a vulnerabilidade estará sendo explorada antes mesmo que uma correção esteja disponível. A falha então vira "dia zero".

Em outros casos, um pesquisador de segurança pode decidir publicar as informações técnicas detalhadas de uma brecha que ele descobriu. Isso pode acontecer porque o pesquisador não gostou do tratamento que recebeu da empresa em casos anteriores, não conseguiu contato com a equipe de segurança, ou simplesmente quer ganhar atenção, por exemplo. Nesse caso, os detalhes da brecha estarão disponíveis para que um malfeitor utilize. A brecha também recebe o nome de "dia zero".

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Blog de segurança do portal ZDNet leva o nome de 'Zero Day' – Dia Zero (Foto: Reprodução)

O primeiro caso – quando a brecha é descoberta pelo desenvolvedor com ela já em uso por criminosos – é certamente mais preocupante. E foi justamente assim com os problemas no Reader e no PowerPoint corrigidos na semana passada. Arquivos maliciosos nos formatos PDF e PPT capazes de instalar vírus nos sistemas que usam esses programas foram encontrados em computadores infectados, sem que nenhuma informação ou solução a respeito do problema estivesse disponível publicamente na web.

Tanto em um caso como no outro, o desenvolvedor precisa correr contra o tempo para lançar uma atualização que elimine a vulnerabilidade. As informações técnicas disponibilizadas pelos pesquisadores são geralmente suficientes para o desenvolvimento do “exploit” – o código malicioso que explora a falha, ou seja, mesmo que o problema ainda não esteja sendo usado por criminosos, isso provavelmente não irá demorar para acontecer.

>>>> Como se proteger
Brechas dia zero são um grande risco, especialmente para empresas e governo, que podem ser alvos de ataques de espionagem. E é muito difícil lutar contra o desconhecido.

Desenvolvedores de sistema como a Microsoft têm adicionado recursos aos programas que dificultam a exploração das brechas de segurança. Mesmo que um criminoso descubra um problema, ele não consegue tirar proveito do mesmo com facilidade. Tecnologias como o Modo Protegido do Internet Explorer e o Controle de contas de usuário (UAC) do Windows Vista reduzem a frequência com que um ataque dia zero possa ser executado com 100% de sucesso.

Talvez você já use uma ferramenta de proteção contra ataques dia zero sem saber: o firewall. Ao bloquear as conexões que chegam no seu computador, um firewall impede que uma brecha ainda não corrigida – talvez porque ela seja dia zero e nem exista uma correção – danifique seu sistema.

Durante o período que uma falha dia zero é conhecida publicamente – quando ela é noticiada pela mídia, por exemplo – até o lançamento de uma correção, softwares antivírus podem prestar um importante auxílio na identificação de arquivos maliciosos que tentarão tirar proveito da falha.

Como sempre, cuidados básicos ajudam muito. Em empresas é muito difícil, por exemplo, pedir que o setor de Recursos Humanos não abra um “currículo” (que pode explorar uma falha dia zero; este é um exemplo que acontece realmente). Mas, em casa, você dificilmente recebe arquivos inesperados e de desconhecidos. Se isso acontecer, basta não abrir, ou, se o arquivo é suspeito, confirme com o remetente que o referido arquivo foi enviado a você.

Foto: Reprodução

Zero Day Initiative, da TippingPoint, tenta proteger empresas de falhas dia zero, comprando informações de pesquisadores de segurança (Foto: Reprodução)


Se o seu software que exibe imagens tiver uma falha dia zero que fará com que a abertura de uma foto instale vírus – o que, normalmente, não é possível –, você estará em risco, sim. Mas esse risco somente será concretizado se você de fato abrir uma figura maliciosa. E o arquivo provavelmente virá de alguém desconhecido ou que apenas tenta se passar por um conhecido seu.

O uso de contas limitadas no Windows pode ajudar a reduzir os danos causados por vírus e por muitas falhas de segurança. Um criminoso precisaria duas brechas para tomar o controle total de um computador com usuário limitado: uma para conseguir executar programas no PC da vítima, e outra para burlar as restrições de usuário limitado.

É claro que de nada adianta proteger-se contra falhas desconhecidas se você não se proteger nem daquilo que é conhecido! Atualizar o sistema operacional e os aplicativos para eliminar vulnerabilidades como as que foram corrigidas na semana passada é o mínimo a se fazer, sempre.

>>>> Curiosidade: por que “dia zero”
“Dia zero” é semelhante a “dia D”, pois marca um momento, uma data. O “zero” refere-se à data de publicação das informações sobre a falha, ou do uso da mesma em um ataque.

O dia da publicação de uma correção é o “dia um”. O “dia zero”, portanto, é qualquer tempo antes que a solução esteja disponível, ou seja, do “dia um”. Isso não quer dizer que a correção será disponibilizada no dia seguinte à sua exploração, é claro – estamos falando aqui apenas da origem do termo.

Há vários anos o termo “0day” (“zero day”, “dia zero” em inglês) é empregado por grupos de pirataria que vazam filmes, músicas e softwares antes da data de lançamento oficial. O mesmo estilo de escrita, com o zero em numeral, é usado por algumas pessoas no ramo da segurança. É especialmente comum entre baderneiros digitais, embora a maioria dos especialistas conheça a expressão.
A coluna Segurança para o PC de hoje fica por aqui. Na quarta-feira (20) é dia de pacotão de resposta a dúvidas de leitores! Por isso, deixe sua dúvida ou sugestão de pauta na seção de comentários, abaixo. Até lá!

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na páginahttp://twitter.com/g1seguranca.



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O computador cada vez mais está sendo indispensável no cotidiano das pessoas. Quem não faz uso dele acaba estando em desvantagem. Podemos dizer hoje, que não ter o básico em informática é como viver na idade da pedra.

Tudo que vamos fazer, precisamos fazer torna-se mais fácil com o computador.
Atualmente, a informática já invade varias áreas. Imagine no futuro, tudo sendo feito através do computador. Essa realidade não está muito longe não. Desde já temos que nos adaptar a essa realidade, para que num futuro próximo, não soframos com isso.

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