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domingo, dezembro 28, 2008


O que fazer com os computadores velhos
Sérgio Adeodato/Horizonte Geográfico

Comprados em 1997, os primeiros computadores populares funcionavam em média seis anos. Em 2005, já duravam um terço desse tempo. A tendência atual é a de serem substituídos ainda mais rapidamente. PCs e laptops ganham novas aplicações, estão mais baratos e populares e, portanto, mais presentes na rotina da população e mais atraentes nas lojas. Tudo seria muito bom se não fosse o velho problema: que destino dar aos equipamentos antigos, que não sejam os armários de trastes velhos, o lixo, os incineradores e os aterros sanitários?

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Nos últimos anos, grandes fabricantes multinacionais montaram estruturas de reciclagem para atender às exigências ambientais européias e americanas e agora expandem o modelo para países em desenvolvimento, como o Brasil. Entre outras providências, instalaram pontos no comércio para que os consumidores possam entregar gratuitamente os aparelhos fora de uso. Depois de entregues, computadores, laptops, cartuchos de tinta, scanners, monitores e impressoras são levados para centrais de reciclagem, onde a sucata é classificada e separada.

Plásticos e metais são triturados em moinhos e constituem matéria-prima para diferentes produtos, como bandejas de microprocessadores, telhas e peças automotivas. O plástico das impressoras vira carretéis; o vidro dos scanners, verniz para cerâmicas; e os fios de cobre são fundidos para ganhar novos usos. Em paralelo, as indústrias de computadores projetam produtos que são mais facilmente recicláveis e permitem o uso de materiais desviados do lixo, como é o caso do plástico de garrafas PET, usado para fazer cartuchos de tinta para impressoras.

E não apenas isso. É preciso, por exemplo, repensar a cultura do "jogar fora". Em vez de ir para o lixo, basta um conserto ou um upgrade para melhorar as funções dos velhos computadores. Os equipamentos podem ser doados para programas de inclusão digital, mantidos por organizações não-governamentais, serviços de coleta seletiva de lixo, empresas e governos municipais e estaduais. O Comitê para a Democratização da Informática (CDI), ONG presente em 19 estados, recebe 5 mil computadores antigos por ano para suas atividades de integrar os cidadãos ao mundo digital. Atualmente, mais da metade da população brasileira acima dos 10 anos não tem acesso à informática. À medida que esse déficit diminui, aumenta o número de computadores no mercado e a necessidade de promover a reciclagem, evitando que esse lixo eletrônico prejudique a natureza. Trata-se de dar uma nova vida a esses equipamentos e ajudar a inclusão digital.

Potencial da reciclagem, segundo Abinee e Akatu

» 10 milhões é o número de PCs em funcionamento no Brasil
» 211% foi o crescimento das vendas de notebooks entre 2006 e 2007
» 94% dos componentes dos computadores são recicláveis
» 30 elementos químicos da Tabela Periódica existem nesses equipamentos
» 2% de todas as emissões de CO2 na atmosfera provêm da produção e utilização de computadores

Eles se interessam pelo seu equipamento usado


Comitê para a Democratização da Informática (CDI) - Usa computadores doados em programas de inclusão digital. As máquinas devem ter processador Pentium III ou superior, HD de 2 GB no mínimo e memória RAM de 64 MB ou mais. No-break, scanners, teclados, caixas de som, impressoras, modems e mouses são recebidos somente em bom estado.
(21) 2201-7770 - (www.cdi.org.br)

Museu do Computador - Recebe computadores e seus componentes, impressoras, videogames, disquetes, softwares antigos, máquinas de calcular e outros eletroeletrônicos para compor o acervo e usar a sucata em oficinas de arte.
(11) 5521-3655 - (www.museudocomputador.com.br).

Casas André Luiz - Funciona em São Paulo. Aceita qualquer eletroeletrônico, esteja ou não funcionando, e recolhe gratuitamente em domicílio no prazo de 48 horas após a solicitação.
0800-773-4066. - (www.andreluiz.org.br).

Dell - O fabricante de computadores mantém dois programas: um de inclusão digital, que recebe micros usados e doa para centros comunitários (www.pensamentodigital.org.br) e outro que recebe PCs antigos da marca (www.dell.com.br).

HP - Coleta computadores usados da marca HP por meio de sua rede de distribuidores e revendas. Dos clientes corporativos, recebe cartuchos de toner de impressoras a laser para reciclagem.
4004-7751, para a Grande São Paulo - 0800 709-7751, demais localidades ou pelo e-mail takeback.brazil@hp.com.

Canon - Mantém programa de reaproveitamento de impressoras com coleta na rede de assistência técnica (www.canon.com.br).

Kodak - Recicla câmeras fotográficas descartáveis (www.kodak.com.br).

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O futuro

Hoje em dia a
informática está praticamente presente em tudo que fazemos, os empregos querem pessoas capacitadas e que tenham conhecimento em informática.

O computador cada vez mais está sendo indispensável no cotidiano das pessoas. Quem não faz uso dele acaba estando em desvantagem. Podemos dizer hoje, que não ter o básico em informática é como viver na idade da pedra.

Tudo que vamos fazer, precisamos fazer torna-se mais fácil com o computador.
Atualmente, a informática já invade varias áreas. Imagine no futuro, tudo sendo feito através do computador. Essa realidade não está muito longe não. Desde já temos que nos adaptar a essa realidade, para que num futuro próximo, não soframos com isso.

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